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Hiper e hipotireoidismo: conheça as diferenças

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Em formato de borboleta, a tireoide é uma pequena glândula localizada no pescoço, logo abaixo do pomo de adão. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo. Isso quer dizer que a tireoide atua em praticamente todos os mecanismos do corpo humano.

Entre as principais funções reguladas pelos hormônios tireoidianos estão a frequência cardíaca, o funcionamento do sistema nervoso central e periférico e do intestino, o peso corporal, os ciclos menstruais, os níveis de colesterol, o crescimento e o desenvolvimento das crianças, entre muitas outras.

Quando há uma deficiência na produção desses hormônios, o organismo inteiro é afetado. Veja a seguir os dois principais distúrbios que podem interferir no funcionamento adequado da tireoide e como diagnosticá-los:

 

Hipotireoidismo

 

Nessa condição, a tireoide passa a produzir menos hormônios T3 e T4, o que faz com que muitos processos físicos e mentais se tornem mais lentos no organismo.  O corpo passa a consomir menos oxigênio e a produzir menos calor corporal. A principal causa do hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção autoimune, que leva à inflamação da tireoide, diminuindo sua capacidade de produção de hormônios.  Aumento de peso, ressecamento da pele, infertilidade, desequilíbrio das taxas de colesterol, cansaço constante e depressão estão entre os principais sintomas do hipotireidismo.  A condição costuma ser mais comum em mulheres acima dos 40 anos e em grávidas, segundo um estudo recente realizado pela Universidade de São Paulo. Quando ocorre na gravidez, o hipotireoidismo pode levar ao aborto,  descolamento de placenta e causar prejuízos futuros à criança. 

Hipertireoidismo

 

Ao contrário do hipotireoidismo, nesta condição, os hormônios T3 e T4 são produzidos em excesso e as funções orgânicas ficam aceleradas. A principal causa do hipertireoidismo é a doença de Graves, distúrbio autoimune que ataca a tireoide. Geralmente, ocorre em famílias com histórico de doenças da glândula.   

O hipertireoidismo é mais frequente entre mulheres dos 20 aos 40 anos e os principais sintomas envolvem o aumento da transpiração, sensação de calor, fraqueza, batimentos cardíacos acelerados, cansaço, mãos trêmulas, perda de peso, diarreia, irritabilidade, ansiedade e irregularidade no ciclo menstrual.

 

Como é feito o diagnóstico

 

Ambas as doenças podem ser diagnosticadas por meio de exames de sangue que analisam os níveis dos hormônios T3 e T4 no organismo. Caso não sejam tratadas adequadamente ou diagnosticadas a tempo, podem levar a outros problemas de saúde, como anemia, insuficiência cardíaca, disfunções respiratórias, dislipidemia, glaucoma, hipertensão arterial, entre outros.

O médico que trata e acompanha os distúrbios da tireoide é o endocrinologista

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