Cuidados necessários para proteção de grávidas durante a pandemia de COVID-19 e a epidemia de Influenza Epidemias
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Diante do aumento de casos provocados pela variante ômicron e de uma epidemia de influenza A H3N2, como assegurar a proteção das grávidas? Para além dos cuidados conhecidos – evitar aglomerações, manter o distanciamento social, lavar as mãos com frequência e seguir usando máscara –, precisamos reforçar a importância da vacinação. De acordo com dados do Observatório Obstétrico Brasileiro da Covid, grávidas não vacinadas têm quase 5 vezes mais chance de morrer da doença. Apesar do alerta, a vacinação contra a Covid possui baixa adesão entre grávidas no Brasil. Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde, somente cerca de 21,6% das gestantes brasileiras foram vacinadas.
A baixa adesão à vacinação também pode ser observada em outras partes do mundo. Um estudo feito pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) americano mostra que os Estados Unidos sofrem do mesmo problema. Assim como o Reino Unido, onde o governo tem feito um apelo para que as grávidas se vacinem. Diante desse cenário, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) enviou um alerta para que os países priorizem a vacinação de mulheres grávidas e puérperas. O assunto é bastante delicado e pede nossa atenção, já que a infecção por Sars-CoV-2 durante a gravidez pode ter uma série de implicações, tanto para mãe quanto para o bebê.


Devido às alterações que o corpo sofre durante a gravidez, gestantes e puérperas são consideradas grupo de risco tanto para COVID quanto para gripe. Por isso, os cuidados devem ser redobrados e a vacina não deve ser adiada. Com o sistema imunológico enfraquecido, este grupo está mais vulnerável e suscetível a infecções.


Atualmente, a orientação do Ministério da Saúde é que grávidas e puérperas se vacinem preferencialmente com o imunizante da Pfizer. Na falta dele, também poderá ser usado Coronavac/Butantan. Não há motivos para receios, inclusive a respeito da dose de reforço, que deve ser aplicada quando chegar a hora. Após um ano do início da vacinação no Brasil, há dados suficientes que comprovam a eficácia e segurança das vacinas contra a COVID em todas as fases da gravidez.
Este mês, por exemplo, a Agência Europeia de Medicamentos revelou um estudo mostrando que vacinas anticovid que utilizam a tecnologia do RNA mensageiro – tal qual a da Pfizer e da Moderna – não representam nenhum risco para mães ou bebês. A pesquisa foi realizada com mais de 65 mil mulheres.
E apesar da atual vacina da gripe não proteger contra a nova cepa da H3N2, especialistas recomendam a vacinação para se proteger dos vírus da Influenza.


Um estudo da Universidade de São Paulo mostrou que as mães vacinadas contra a COVID produzem anticorpos que podem ser transmitidos aos recém-nascidos por meio do aleitamento. Por outro lado, temos visto aumentar os casos de complicações na gravidez e prematuridade por gestantes infectadas pelo vírus, indicando que todo cuidado é pouco diante do crescimento dos números no Brasil.
Mulheres no puerpério, período imediatamente após o nascimento do bebê, são consideradas grupo de risco. Por isso, é importante manter o distanciamento social nesse período.


Os sintomas de ambas as infecções são semelhantes a um quadro gripal: febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse seca e até mesmo falta de ar. Caso identifique algum desses sintomas, procure atendimento médico para que seja feito um diagnóstico.
Como vivemos simultaneamente uma pandemia e uma epidemia, com uma circulação viral muito grande, opte pelo serviço de Orientação Médica Telefônica. Assim você consegue receber orientações seguras sobre sua saúde sem a necessidade de exposição. Caso seja orientada a realizar exames, proteja-se com máscaras adequadas.
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