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Por que a Hepatite C é perigosa? Bem Estar

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Mais de 150 mil pessoas receberam o diagnóstico da hepatite C entre 1999 e 2015, segundo dados do último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Porém, estima-se que entre 1,5 milhão e 2 milhões de brasileiros estejam infectados com a doença e não sabem. Isso porque a hepatite C evolui de forma lenta e silenciosa, podendo demorar entre 25 a 30 anos para manifestar sintomas. O resultado é a descoberta da doença em estágio avançado, a caminho da cirrose e câncer de fígado.

 

Causada pelo vírus HCV, a hepatite C provoca infecção aguda e crônica do fígado. Geralmente, cerca de 55% a 85% dos casos de infecção aguda, que persiste por mais de seis meses, se tornam crônicos e potencialmente fatais. 

 

Como a hepatite C é transmitida

As formas de transmissão da hepatite C ocorrem por meio de transfusões de sangue, compartilhamento de seringas e outros materiais contaminados que furam ou cortam a pele, além da transmissão da mãe infectada para o filho durante a gravidez.

 

No Brasil, boa parte das contaminações ocorreu em transfusões de sangue realizadas antes de 1993, época em que os hemocentros não faziam o teste de detecção da hepatite C nos materiais colhidos. Hoje, esse procedimento é obrigatório.

Sintomas

Embora o surgimento dos sintomas seja lento e tardio, os mais comuns são:

 

  • Cansaço
  • Enjoo
  • Tontura
  • Vômitos
  • Febre
  • Dor abdominal
  • Peles e olhos amarelados
  • Urina e fezes claras

Tratamento x cura

Atualmente, os tratamentos disponíveis contra a hepatite C têm se mostrado bastante eficazes, alcançando taxas de cura de até 95%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, o tipo de vírus identificado no indivíduo e o diagnóstico precoce são determinantes para o sucesso do tratamento. Portanto, é essencial realizar exames de sangue de rotina, que identifiquem todos os tipos de hepatites virais.

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