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Pressão alta na gravidez: entenda o que é e como tratar Saúde da Mulher

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pressão alta na gravidez é uma condição que afeta cerca de 7,5% das gestantes e é considerada uma das principais causas de morte materna no país. Por esse motivo, o acompanhamento do pré-natal é fundamental para evitar complicações e garantir uma gestação segura.

 

Classificado como hipertensão gestacional, o distúrbio geralmente se desenvolve depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram o problema antes. Em alguns casos, o aumento da pressão arterial pode evoluir para pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

 

Na pré-eclâmpsia, a hipertensão surge em combinação com a proteinúria (eliminação de proteína na urina). Se o quadro não for tratado adequadamente, poderá resultar em eclâmpsia, uma complicação grave, cujo principal sintoma é a convulsão, que pode ser fatal para mãe e o bebê. Além disso, é importante ressaltar que a hipertensão gestacional pode interferir no desenvolvimento do feto e alterar a função renal da mulher.

 

Mulheres que já apresentam hipertensão antes da gravidez devem fazer um planejamento pré-concepcional, em que o médico irá avaliar o estado de saúde da paciente e orientar sobre tratamentos e condutas específicas para que não haja complicações de saúde durante a gestação.

 

Atenção aos sinais

 

- Inchaço em todo o corpo

- Dores de cabeça e no abdômen

- Espuma na urina

 

Fatores de risco

 

Ainda não existe uma causa conhecida para hipertensão gestacional, porém acredita-se que os seguintes fatores de riscos estejam relacionados:

 

- Primeira gestação

- Histórico familiar

- Antecedentes pessoais de pré-eclâmpsia

- Gestação de gêmeos

- Hipertensão arterial crônica

- Doença renal

- Lúpus

- Diabetes

- Obesidade

- Idade superior a 30 anos

 

Tratamento da pressão alta na gravidez

O tratamento hipertensão na gestação irá depender das condições da paciente. Nos casos considerados leves, podem ser recomendadas mudanças no estilo de vida, o que inclui restrição de sal e gorduras na alimentação e adoção de um ritmo diário mais tranquilo. Em pacientes de risco, os médicos poderão optar pela administração de medicações, internações para monitoramento e repouso. Com controle adequado, a pressão arterial tende a se normalizar algumas semanas após o nascimento do bebê.

 

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