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Saiba o que é Esquizofrenia

Infelizmente, muitas doenças mentais ainda são cercadas de estigmas, como é o caso da esquizofrenia, um transtorno psiquiátrico complexo, caracterizado principalmente por pensamentos delirantes e perda de contato com a realidade.

 

Embora seja uma condição crônica, a esquizofrenia pode ser tratada e controlada de forma eficaz. Para isso, no entanto, é fundamental buscar entender o distúrbio e se livrar dos preconceitos.

 

Sintomas

 

Ao contrário do que se pensa, os sinais iniciais da esquizofrenia nem sempre são marcados por alucinações ou delírios (que tendem a ocorrer nas crises agudas), mas por mudanças no comportamento habitual e formas pouco usuais na interpretação dos fatos.

 

A pessoa afetada pela doença pode se mostrar confusa e com dificuldades de organizar os pensamentos; ter alterações nas habilidades motoras (agitação, movimentos repetidos, olhar fixo, caretas, fala prejudicada, entre outros); falta de sociabilidade; déficit de memória; abstração; expressão reduzida das emoções; desesperança; e perda de interesse nas atividades rotineiras.

 

Durante as crises agudas ou surtos psicóticos, o indivíduo pode ouvir vozes ou se sentir perseguido por alguém ou algum tipo de conspiração – o que os médicos chamam de “interpretação delirante”.

 

Causas

 

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental, instituição governamental norte-americana, o desenvolvimento da esquizofrenia é mais comum entre os 16 e 30 anos de idade, embora crianças também possam apresentar a patologia.  

 

Ainda não se conhecem exatamente as causas desse transtorno, porém, ao que tudo indica, existe uma combinação de fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos.

 

Os fatores ambientais estão ligados a infecções e desnutrição na gestação, complicações durante o nascimento e questões psicossociais, que envolvem traumas, perdas, uso de drogas, entre outros.  

 

Já com relação aos fatores neuroquímicos, em alguns casos, os cientistas acreditam que alterações nas reações químicas e nos processos biológicos que interferem no funcionamento do sistema nervoso central, como o metabolismo do fosfolípedes no cérebro, principalmente no lobo frontal, podem estar relacionadas ao surgimento da doença, sendo necessário mais estudos sobre o assunto.

 

Diagnóstico e tratamento

 

O diagnóstico da esquizofrenia é realizado por um psiquiatra que avalia o histórico do paciente e seus sintomas. A doença não tem cura, porém pode ser controlada com a administração de medicamentos e acompanhamento médico regular, o que irá ajudar o indivíduo a ter um comportamento natural adequado no dia a dia e a preservar sua qualidade de vida.

 

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a probabilidade da doença ser tratada adequadamente. Por esse motivo, é fundamental buscar ajuda especializada de um profissional habilitado, que poderá indicar o tratamento específico para cada caso.

 

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